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Branding e o Papa…

Os sapatos que o Papa usa?
Tudo é branding…
Pontífices sempre foram alvo de branding, o que os torna objetos únicos de fascínio público e cultura popular. Decisões sobre quais sapatos usar e qual nome papal a adotar são elaborados e bem organizados atos de branding.

O Papa Francisco escolheu seu nome papal para se alinhar a São Francisco de Assis . Ele também optou por usar uma batina branca simples na sua primeira aparição pública na Basílica de São Pedro. Todas essas decisões foram estratégias de branding desenhadas ao detalhe e às quais não escapa nada.

O uso das redes sociais pelo Papa Francisco levou o papado a uma nova era digital que, pela primeira vez, proporcionou uma plataforma para construir sua marca de maneira mais actual e abrangente tal como nos nossos dias se faz no marketing político.

Marcas icónicas não conseguem agir sozinhas para manter seu status cultural. Como explica Holt, elas dependem de ” coautores ” para criar mitos que conectam as marcas ao público.

Estes coautores são todos os textos midiáticos ou grupos que fazem circular, divulgar massivamente estas histórias e que cultivam e que fazem o sucesso de um icon.

Desde o início que a imprensa fez parte integrante da construção da imagem do papa. Francisco foi eleito Personalidade do Ano pela revista Time em 2013 e estampou a capa da Rolling Stone.

Ele era praticamente desconhecido antes de se tornar papa. Rapidamente reportagens davam a conhecer a humildade, a compaixão pelos pobres e a abordagem radical de Francisco em relação ao papado. Esta era a orientação pretendida pela Igreja Católica.

Poucos dias após sua eleição, o The Washington Post rotulou Francisco de “o Papa do Povo”.
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https://theconversation.com/how-branding-made-francis-the-peoples-pope-254981